Você quer saber mais sobre os seus olhos?

Conheça o ABC do Olho e fique por dentro de diversos assuntos como Astigmatismo, Catarata, Ceratocone e Miopia.

AMBLIOPIA

A visão nos seres humanos é um sentido que se desenvolve até por volta dos sete anos de idade. Quando a função visual de um olho (ou ambos os olhos) não se desenvolve adequadamente, seja por problemas no olho ou na rede neural até o córtex visual no cérebro, temos a condição chamada de ambliopia ou “olho preguiçoso”.

AMETROPIA

Usamos esta expressão quando a pessoa possui algum erro de refração, algum “grau”, muitas vezes precisando do uso de lentes corretivas para melhor enxergar.

ASTIGMATISMO

É um erro refracional, ocorrendo quando um dos meridianos da córnea ou do cristalino é mais curvo que outro. Assim, o paciente tem dificuldade para focar as imagens tanto para perto quanto para longe. O astigmatismo pode ser corrigido ou minimizado pelo uso de lentes corretivas cilíndricas, lentes de contato ou cirurgia refrativa.

BLEFAROESPASMO

É caracterizado por movimentos involuntários das pálpebras, pode acontecer quando estamos passando por um período crítico de estresse, má-alimentação ou privação do sono. Ainda, pode ocorrer em algumas patologias que afetam a inervação do local.

BLEFARITE

Consiste na inflamação/infecção dos bordos palpebrais. Pode ser tratada com higiene local, pomadas e em casos mais severos uso de antibióticos via oral.

CALÁZIO

Aparece como uma tumoração ou protuberância na pálpebra, que pode aumentar de tamanho. Advém de uma obstrução dos ductos de drenagem de glândulas que produzem secreção sebácea nas pálpebras. Geralmente há inchaço, dor e vermelhidão no local. Pode ser tratado com compressas mornas, pomadas, em alguns casos especiais antibióticos via oral ou excisão cirúrgica.

CATARATA

Caracteriza-se pela opacificação do cristalino – lente transparente que temos dentro do olho. Pode surgir e avançar com a idade ou estar relacionada com algumas condições sistêmicas (Diabetes Mellitus, uso de corticosteroides ou outras medicações, etc.) ou oculares, trauma, entre outros. Pode ainda ocorrer ao nascimento em algumas crianças. Assim, a avaliação periódica de um oftalmologista torna-se imprescindível desde os nossos primeiros dias de vida.

CERATOCONE

É uma ectasia corneana – a córnea torna-se mais afinada e abaulada em um determinado ponto. Está relacionado a características genéticas e ao ato de coçar os olhos. Deve ser acompanhado por um especialista de córnea regularmente. Existem inúmeros tratamentos conforme a gravidade de cada caso.

CONJUNTIVITE

Inflamação na conjuntiva, que pode surgir devido exposição à alérgenos (poeira, pêlos de animais, etc.), corpos estranhos ou infecção por micro-organismos (vírus ou bactérias). Geralmente cursa com desconforto ocular, sensação de areia, lacrimejamento, vermelhidão ocular e secreções, além de prurido (coceira). Seu diagnóstico nas fases iniciais e tratamento adequado podem minimizar o tempo de acometimento e potenciais sequelas.

CÓRNEA

Camada transparente do olho que fica posicionada na frente da íris (parte colorida) e da pupila (“menina dos olhos”). Tem fundamental importância na função visual.

DERMATOCÁLASE

Consiste no excesso de pele nas pálpebras. Comumente relacionada ao processo de envelhecimento e flacidez da pele, podendo atrapalhar a abertura ocular.

DESCOLAMENTO DE RETINA

Quadro que requerer pronto diagnóstico e tratamento. Acontece quando uma das camadas da retina (parte interna e sensorial do olho) descola-se de outra. Há algumas condições que podem predispor a este descolamento: alta miopia, histórico familiar, trauma ou cirurgias. O tratamento pode ser feito com laser ou cirurgias. Pode ocorrer perda parcial ou total irreversível da visão em alguns casos, mesmo com tratamento adequado.

DISTROFIAS DE CÓRNEA

Distrofias são como mal-formações e podem acometer todas as camadas da córnea. Geralmente tem uma herança genética e causam desconforto ocular e baixa visual. O tratamento é adequado a cada tipo de distrofia, sendo o oftalmologista especialista em córnea o médico mais indicado para acompanhamento e melhor capaz de propor tratamento adequado.

DISTROFIA DE FUCHS

Nossa córnea é a parte transparente do olho, e é composta por cinco camadas. A mais interna dela, o endotélio, tem uma função fundamental para manter essa córnea transparente e enxergando. Devido a heranças genéticas e envelhecimento, pode ocorrer diminuição dessas células do endotélio ou diminuição na atividade dessas células, ocasionando edema (“inchaço”) na córnea, flutuação da visão, desconforto ocular, dor, halos e glare (desconforto com a luz), bolhas na superfície da córnea, etc. Ainda, algumas intervenções cirúrgicas podem acelerar esse processo. Inicialmente o tratamento clínico com colírios específicos pode aliviar os sintomas, sendo que em casos mais avançados o tratamento cirúrgico é o mais indicado (transplantes lamelares endoteliais ou transplantes penetrantes).

DOENÇA MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI)

Acomete paciente acima dos 50 – 60 anos de idade. Caracterizada por degeneração e funcionamento inadequado das células da retina (camada interna e sensorial do olho) na área macular (área nobre da visão). Existem duas formas principais de apresentação da doença: forma seca (ou atrófica) e forma exsudativa. Ela pode ocasionar perda de visão gradual ou abrupta, distorção de linhas e imagens e borramento da área central da visão. O oftalmologista especialista em retina é o médico mais indicado para diagnóstico, orientação sobre controle de fatores de risco e tratamento (se clínico com vitaminas apropriadas, aplicação de laser ou cirurgia).

ESTRABISMO

É o “entortamento” ou desvio dos olhos. Ocorre pelo desalinhamento na função dos músculos que cercam os olhos e comandam seu movimento. Pode requerer tratamento clínico (com óculos, tampão) ou cirúrgico.

GLAUCOMA

É uma doença que pode ter herança genética. Caracterizada como lesão ao nervo óptico, tendo como fatores de risco principais aumento da pressão intraocular, má-circulação e conformação anatômica do olho. Pode ocasionar perda total e irreversível da visão. Requer tratamento periódico e agressivo, e apenas o oftalmologista está apto a diagnosticar e acompanhar o tratamento. Muitas vezes o paciente nada sente, sendo o diagnóstico feito em consulta de rotina.

HIPERMETROPIA

Ocorre quando o olho tem um comprimento menor que o da população normal ou a córnea e/ou cristalino possui curvatura menor, assim, a focalização das imagens ocorre posteriormente à retina. Trata-se também de um erro refracional. Pode ser corrigida com lentes esféricas positivas, lentes de contato ou cirurgia refrativa.

HORDÉOLO

É uma obstrução das glândulas de drenagem de secreção nas pálpebras. Também conhecido como “terçol”. Pode se apresentar como tumefação localizada, vermelhidão, dor e edema/inchaço no local. O tratamento é feito com compressas mornas e pomadas.

MEIBOMITE

Inflamação e ou infecção acometendo bordos palpebrais e glândulas de secreção. Pode ser tratada com higiene ocular, pomadas e em alguns casos antibióticos via oral.

MIOPIA

Na miopia a focalização da imagem é posterior à retina, diferente das pessoas normais. Isso pode ocorrer pelo aumento do comprimento do olho ou aumento da curvatura da córnea/cristalino. É o oposto da hipermetropia. Pode ser corrigida utilizando-se lentes esféricas negativas, lentes de contato ou cirurgia refrativa.

MOSCAS VOLANTES

São pequenas manchas ou pontos negros que surgem no campo de visão, se movem e perturbam o paciente. Ocorrem devido à degeneração e descolamento do vítreo (“gel” que preenche o interior do olho) ou debris que nele se formam. Deve ser investigado pela associação com lesões predisponentes a descolamento de retina.

OLHO SECO

Problema muito comum atualmente, principalmente devido à baixa umidade relativa do ar e à poluição. Pode ocorrer por excesso de evaporação da lágrima ou pela má qualidade desta. Algumas afecções (meibomite e blefarite), além de distúrbios sistêmicos (doenças reumatológicas, síndrome de Stevens Johnson, síndrome de Sjögren, etc.) também podem ocasionar olho seco. O uso de colírios lubrificantes oculares é a forma mais corriqueira de tratamento e o uso de medicamentos fitoterápicos (ex. Óleo de Linhaça, Ômega 3) podem ser empregados em alguns casos. Pacientes com olho seco severo por vezes necessitam de intervenções cirúrgicas para aumentar a lubrificação ocular.

PRESBIOPIA

Ocorre a partir dos 40 anos de idade, também chamada “vista cansada”. Advém da perda gradual da capacidade de acomodação visual. Ocasiona dificuldade para leitura de letras pequenas e observação de objetos de perto. Corrigida por óculos ou lentes de contato.

PTERÍGIO

Crescimento de tecido anômalo na região da conjuntiva, em direção à córnea. Pode avançar sobre a córnea e atrapalhar a visão. Ainda, pode inflamar e ocasionar dor e desconforto, além de vermelhidão. Originado da predisposição genética da pessoa, da sua exposição excessiva à luz solar e /ou ressecamento da superfície ocular.

RETINA

Camada interna e sensorial do olho. Fundamental importância na formação da imagem.

RETINOPATIA DIABÉTICA E HIPERTENSIVA

Doenças sistêmicas que afetam os vasos sanguíneos, que provocam inflamação e enrijecimento destes também podem afetar os olhos, por ex. Diabetes Mellitus e a Hipertensão Arterial Sistêmica. Dentro do olho possuímos vasos sanguíneos que nutrem as estruturas e garantem função adequada das células e estruturas. Quando um vaso inflama, enrijece ou desenvolve trombos, pode haver hemorragias, extravasamento de líquido ou substâncias e falta de oxigênio (isquemia) no tecido ocular, além de descolamento de retina. Pode haver perda importante e irreversível da visão. Desde o diagnóstico destas doenças é importante o acompanhamento regular com oftalmologista. O tratamento engloba controle sistêmico da doença de base, por vezes injeção de medicações intraoculares, lasers ou cirurgia.

VÍTREO

Estrutura gelatinosa que preenche e tem função visual importante no olho.