Cirurgia Refrativa

Atualmente as duas principais modalidades de cirurgia refrativa são o PRK e o Lasik.

Diferem entre si na técnica cirúrgica: no PRK o laser para correção do grau é feita diretamente na superfície da córnea e no Lasik é realizada a confecção de um “flap” corneano (que é uma abertura na córnea) aplicando-se o laser no interior deste. Posteriormente este “flap” é reposionado para o seu lugar original. Não há necessidade de pontos em nenhuma das duas modalidades cirúrgicas. O Lasik e o PRK podem corrigir miopia, astigmatismo e hipermetropia.

Para cirurgias refrativas os pacientes ideais são com graus inferiores a oito dioptrias na miopia, astigmatismos inferiores a seis dioptrias e na hipermetropia graus inferiores a seis dioptrias. Na verdade o que vai limitar a indicação é o quanto de córnea intocada restará ao final da cirurgia. Ainda, dependendo o caso, se o grau for muito alto, muitas vezes a qualidade de visão ao final não fica satisfatória, por isso é necessária análise individualizada de cada paciente.

A cirurgia não tem prazo de validade e retoques (reoperações) podem ser feitas em alguns pacientes. Contudo, existem alguns critérios sistêmicos e oftalmológicos que necessitam serem observados para indicação de cirurgia. Os principais são: idade acima de 21 anos, estabilidade do grau, ausência de má- formações ou quaisquer alterações que possam interferir no resultado, superfície corneana regular, ausência de doenças sistêmicas ou oftalmológicas que possam prejudicar o procedimento (por exemplo glaucoma, diabetes, olho seco, doenças reumatológicas, etc.). Dentre as principais complicações podemos listar infecções, possibilidade de aumento da pressão intraocular devido aos colírios usados no pós-operatório, ectasia corneana (que seria o aumento da curvatura e possível instabilidade da córnea), hipo ou hipercorreções, dentre outras.

Agência Nacional de Saúde e alguns planos de saúde colocaram no rol de cobertura de dos planos a possibilidade de cirurgia em alguns casos, sendo necessário consultar a sua cobertura.

A maioria dos cirurgiões brasileiros prefere operar os dois olhos simultaneamente. Com relação a altas ametropias (altos graus, graus extremos), a cirurgia refrativa não é o método mais aconselhável. Quanto ao ceratocone, a cirurgia é contra-indicada até o momento. Existem alguns estudos experimentais com cirurgia refrativa em andamento, porém nada ainda validado e aceito pela comunidade científica para aplicação em casos de ceratocone.

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