Crosslinking da Córnea

O nome surgiu em 1939 e trata-se de um procedimento para fortalecer as ligações químicas entre o colágeno da córnea, conferindo mais firmeza e menos elasticidade. Empregado para tentar parar o processo de progressão do ceratocone.

A técnica foi desenvolvida na Alemanha e é aprovada para uso há mais de 10 anos na Europa. No Brasil foi autorizado como seguro e eficaz em deter a evolução do ceratocone e aprovada a utilização desta técnica em 2010.

Como é o procedimento?

A anestesia habitualmente é tópica, a não ser em pacientes especiais que se aplica anestesia geral. São empregadas técnicas de higienização e assepsia como de rotina em cirurgia. O cirurgião remove o epitélio (parte mais superficial) da córnea e é instilado colírio de riboflavina (Vitamina B) durante um período. A seguir o paciente é exposto à radiação ultravioleta (UV-A) controlada durante um período, ainda instilando colírios. Uma vez terminado o procedimento, goteja-se colírio de antibiótico e é colocada uma lente de contato terapêutica (funciona como se fosse um curativo).

Os retornos são seriados e agendados pelo médico conforme a cicatrização de cada paciente.

 Há riscos?

Como qualquer procedimento cirúrgico, há os riscos inerentes ao mesmo. Ainda, nos primeiros meses pode haver diminuição da visão.

Lembre-se: o crosslinking não é empregado para melhora visual, mas sim para deter a evolução do ceratocone. Se houver baixa visual geralmente ela é reversível nos primeiros meses.  Ainda, pode haver exacerbação da resposta do paciente ao crosslinking e há raros casos descritos de afinamento e leucomas (cicatrizes permanentes) na córnea. Assim, o crosslinking deve ser indicado e realizado por oftalmologistas especializados e experientes.