Degeneração marginal pelúcida: o “primo” do ceratocone

A degeneração marginal pelúcida (DMP) é uma patologia que faz parte do grupo das doenças ectásicas. Isto é, é um problema que afeta a córnea, tornando afinada e protusa. Diferentemente do ceratocone, essa deformidade é mais periférica, por isso é dita popularmente como sendo da “família” do ceratocone.

A DMP é de origem não-inflamatória, geralmente bilateral, podendo os olhos serem acometidos de forma assimétrica. O afinamento corneano que a DMP apresenta tem uma característica bem peculiar à topografia/tomografia: é no formato de crescente/meia-lua ou em “pata-de-caranguejo” (veja a figura), mais comum inferiormente, sem sinais de cicatrização, vascularização ou depósitos lipídicos. Sua patogênese e suas causas são ainda desconhecidas e incertas,  sendo multifatorial, mas sabe-se de um componente genético.

O tratamento se dá de forma muito semelhante ao ceratocone, com uso de óculos e/ou lentes de contato, contudo, quando a deformidade começa a avançar há a opção de implante de anel intraestromal (anel de Ferrara) ou transplantes lamelares periféricos.

Atualmente, com o avanço da tecnologia e das lentes de contato, a maioria dos pacientes permanece com uma visão satisfatória sem a necessidade de uma conduta cirúrgica. Pode ser acompanhado através de topografias ou tomografias de segmento anterior (Pentacam).

O sucesso do tratamento depende do acompanhamento regular com o médico oftalmologista e do correto diagnóstico.